O gentil e bonito jovem príncipe infelizmente sofreu um naufrágio e foi parar em uma pequena aldeia nas montanhas, e a bela e destemida camponesa o carregou para casa sem esforço. Diante do belo rapaz
A embarcação luxuosa e requintada cortava a superfície da água, avançando lentamente, com duas fileiras de guardas vestidos de negro postados em seu convés. Seus semblantes eram graves, os olhos fixos adiante.
No interior, a decoração ostentava riqueza: um vaso de orquídeas repousava sobre a mesa de estudo, exalando um perfume sutil e agradável.
Ao lado da mesa, um homem estava sentado de pernas cruzadas. Vestia-se de branco, mais puro que a neve, cabelos negros caindo como cascata, sobrancelhas desenhadas com perfeição e olhos profundos, brilhando como estrelas. Sua presença era etérea, como se fosse um imortal exilado dos céus.
Seus dedos longos e delicados dançavam sobre a antiga cítara, de onde melodias belas se desprendiam e se dissipavam ao vento.
De súbito, o tempo mudou drasticamente.
Trovões ribombaram, nuvens escuras cobriram o céu e um vendaval irrompeu, fazendo a embarcação balançar fortemente.
O homem franziu levemente as sobrancelhas, interrompendo seus movimentos. Os lábios finos abriram-se suavemente: "Xiang Qing, peça ao barqueiro que acelere."
A guarda feminina, com uma espada à cintura, curvou-se respeitosamente: "Sim."
Ela apressou-se até a proa e ordenou ao barqueiro que avançasse mais rápido.
Conforme o vento se intensificava, a embarcação balançava cada vez mais. Após cerca de meia hora, uma voz feminina clara soou do lado de fora: "Senhor, tenho algo a relatar."
Deitada de lado sobre a almofada macia, Lin He'an afastou o livro das mãos e murmurou em tom