Renascido, então tem que namorar!

Renascido, então tem que namorar!

Autor: Pombo em cima de pombo
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O maior arrependimento da vida é que uma pessoa não pode ter ao mesmo tempo a juventude e a sensação da juventude. Bai Yang é uma exceção. Porque ele renasceu.

Capítulo 1: No auge da juventude

“Dada a função f(x) com domínio em [0, 1], qual é o domínio da função f(x²)?”

Bai Yang olhava fixamente para os caracteres da prova, os olhos vidrados.
O que era mesmo um domínio?
E o que significavam todas aquelas letras?
Será que, no ensino médio, ele realmente aprendera essas coisas?
Coçou a cabeça, largou a caneta e ergueu o rosto.

O pó de giz pairava no ar, visível sob a luz do final do verão. Ao redor, o sussurrar das canetas riscava o silêncio. No brilho vívido das cores, via-se as costas jovens inclinadas sobre as mesas, imersas em responder à prova.

Aquele cenário não era estranho a Bai Yang. Aparecia de vez em quando em curtos vídeos nostálgicos sobre a juventude, surgia nas lembranças que afloravam quando bebia com velhos amigos, ou em sonhos que, no dia seguinte, já não conseguia recordar.

Mas nunca imaginara que, um dia, estaria de novo ali.
De volta aos dezessete anos, no início do segundo ano do ensino médio.

Não sabia explicar como acontecera. Talvez toda a sorte que juntara na vida anterior tivesse sido usada naquele momento... Bai Yang só sabia que havia renascido.

Escapara do corpo cansado e aprisionado de um homem de meia-idade, desafiara a corrente do tempo e retornara aos dias ensolarados da juventude.

Aquela prova de matemática, tão enigmática quanto um livro em grego, não era capaz de afetar seu humor. Mais uma vez, tirou o celular às escondidas — não mais o novo Huawei de tela grande, mas sim um pequeno Nokia com teclado físico.

O visor marcava: 1º de setembro

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