O que é heroísmo, senão agir com justiça no coração? Se falta retidão, como pode alguém ser chamado de herói? Buscar o caminho, cultivar a fé, praticar sem purificar o espírito, estaria o discípulo mo
Nas terras do extremo norte, onde a neve cobre permanentemente o solo e quase não há vestígios de vida humana, ergue-se uma vasta planície gelada. No ponto mais setentrional desta desolação glacial, uma imensa cadeia de montanhas se impõe, e entre essas montanhas há um pico coberto de neve que se eleva a alturas colossais. No cume isolado desse pico, repousa uma gigantesca rocha solitária.
Esta pedra, que diariamente enfrenta ventos cortantes e tempestades de gelo, tornou-se ao longo do tempo tão lisa quanto o jade. Ninguém sabe ao certo desde quando, mas uma tênue auréola multicolorida começou a brilhar sob sua superfície.
Certa vez, nuvens de tempestade se acumularam sobre a cordilheira, relâmpagos serpentearam pelo céu e ventos furiosos ameaçaram devastar o mundo. Trovões estrondosos ecoaram, assustando as poucas criaturas que ali viviam, enquanto as rajadas arrancavam pinheiros e ciprestes das encostas.
De repente, um raio espesso como o tronco de uma árvore desceu das nuvens e atingiu a pedra no cume, provocando um estrondo ensurdecedor. Como se este som tivesse despertado toda a fúria do céu, incontáveis relâmpagos desabaram sobre a rocha, despedaçando-a totalmente. Ali se manifestava o poder supremo da natureza.
Mesmo após a destruição da rocha, os trovões não cessaram, continuando a golpear o local onde outrora ela se erguia. Por milhas e milhas, ouvia-se apenas o ribombar dos trovões; uma luz intensa iluminava o topo da montanha, clareando até a noite mais escura.
Esse espetáculo aterrador durou três dias e três noites, sem que algu